Postagens Recentes

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O sistema sensorial de invertebrados são órgãos ou estruturas, por exemplo: receptores sensoriais, que recebem a informação (estímulo) e transmite esta informação ao centro nervoso, que por sua vez, determina as diferentes reações no organismo.

Imagem relacionada

Diversos animais respondem à luz, mas nem todos possuem células fotossensíveis, como Esponjas, Mesozoa e Placozoa ou informações suficientes sobre sua sensibilidade, como por exemplo, Ctenophora e Nematomorpha. A presença de fotossensibilidade parece estar relacionada com o nicho ocupado pelos grupos, pois, aqueles que não possuem são bentônicos, intersticiais ou parasitas.

Nos metazoários a rodopsina é um complexo molecular fotossensível, mas ele existe de diferentes formas e pode também ser encontrado em Arqueobactérias, Eubactérias e fungos.
A fotorrecepção pode ser feita por órgãos especializados, olhos ou ocelos. Ocelo normalmente é o olho mais simples, ou seja, que percebe diferença de intensidade luminosa, mas não forma imagem. Porém, essa especificação quase não foi encontrada para os táxons, portanto, tantos olhos como ocelos serão tratados apenas como ocelos.
Existem duas principais modificações para recepção do estímulo na célula fotorreceptora:
  • Ciliares- superfície fotossensível é derivada da membrana de um cílio.
  • Rabdomérico- derivada de microvilosidades da superfície da célula.
Tanto cílios, quanto microvilosidades podem ser encontrados em alguns grupos em proporções parecidas ou um mais predominante que outro. Ou ainda, apenas cílios e apenas microvilosidades.
Cílios foram encontrados em todos os grupos, com exceção dos Arthropoda, e microvilosidades apenas nos bilaterais, pois em Cnidaria e Ctenophora não encontraram. Além disso, fotorreceptores do tipo rabdomérico puros, não possuem traço de cílio, apenas microvilosidades. Portanto, sugerimos que os cílios sejam pleisomórficos às microvilosidades que surgiu nos bilaterais.
Chamaremos de estrutura, mais de uma célula, fotossensíveis e organizadas como: uma mancha pigmentar ou taça pigmentar. O ocelo de mancha pigmentar é uma faixa de fotorreceptores entremeados com células pigmentares. O ocelo de taça pigmentar, as células pigmentares formam uma taça na qual os elementos fotorreceptores se projetam. Existem dois tipos de taças: Evertido (direto) e Invertido (indireto).
  • Evertido: Quando os fotorreceptores se projetam entre as células pigmentares no lúmen da taça e se expõem à luz. Encontrado em BryozoaMolluscaAnnelidaOnycophoraArthropodaChordataEchinodermataHemichordata e Cnidaria.
  • Invertido: A taça pigmentar está sob a epiderme e os fotorreceptores se projetam dentro da abertura da taça, não entre as células pigmentares, e se expõem à luz de maneira indireta. Encontrado em MolluscaAnnelidaNemerteaEntoproctaSyndermataPlatyelminthesNematodaChordataCnidaria.
O ocelo, devido à distribuição irregular e a presença em diversos grupos, provavelmente surgiu após as esponjas e de forma independente na história evolutiva dos metazoa.
As nadadeiras são estruturas externas que muitos animais aquáticos possuem para auxiliar na natação e equilíbrio. O termo mais correto utilizado é nadadeira, podendo um peixe por exemplo apresentar, um par de nadadeiras peitorais, um par de nadadeiras pélvicas, uma nadadeira anal, nadadeiras dorsais e a nadadeira caudal.

Resultado de imagem para nadadeiras biologia

De uma forma geral as nadadeiras vão apresentar a funcionalidade de ajudar, neste caso os peixes a se manter com equilíbrio e estabilidade na água, do mesmo modo que ajuda na movimentação do organismo e até mesmo auxiliando algumas espécies a ficarem em repouso. Alguns peixes utilizam as nadadeiras peitorais que se tornaram especializadas na função de auxiliar na época reprodutiva, de forma a utiliza-las para manter um fluxo de água com os ovos e também como auxilio para a cópula.

Algumas espécies de peixes, como o peixe sapo, podem utilizar as nadadeiras para natação, porém estes por viverem próximos ao fundo, ou seja, por serem organismos bentônicos, apresentam nadadeiras peitorais diferenciadas que funcionam como ''mãos'' e quando em movimento lento, parece que eles estão caminhando.
No caso dos peixes, estes vão apresentar diferentes tipos de nadadeiras de diferentes formatos e tamanhos. No caso da nadeira caudal, podem ser visto quatro tipos bem definidos: HeterocercaProtocercaDificerca e Homocerca.
O tipo de cauda heretocerca vão ser encontradas nos peixes cartilaginosos (Chondrichthyes). Já os outros dois tipos poderão ser encontradas nos peixes ósseos (Osteichthyes).
No caso dos peixes, as nadadeiras também com a evolução do organismo, sofreram algumas modificações, podendo apresentar espinhos, que vão auxiliar o peixe na defesa contra predadores e alguns peixes podendo ter estar estruturas modificadas para auxiliar na predação de outros peixes, como é o caso do peixe sapo que apresenta um raio de uma nadadeira modificada na forma de Isca, que faz com que presas pensem que esta é um alimento e quando próximo do predador, este se alimenta da presa. Também podem funcionar como órgãos sensoriais.


As tênias são vermes grandes, achatados, em forma de fita, e podem medir vários metros de comprimento, dependendo da espécie. A largura do corpo cresce de um extremo ao outro, como se fosse um triangulo muito estreito e muito longo, cor branca a bege, de aspecto leitoso, outras vezes amarelada a rosada, devido a diversas substancias absorvidas pelo verme. A superfície é lisa, brilhante, pode estar enrugada ou marcada por sulcos longitudinais devido a contraturas da parede. Goteiras transversais marcam os limites entre as proglótides.

Resultado de imagem para Morfologia de tênias

O escólex consiste numa dilatação ovoide, piriforme ou quadrangular, por meio da qual o animal fica fixado na mucosa intestinal. No escólex encontram-se as ventosas e acúleos (ou ganchos), que são as estruturas de fixação do parasito. Os acúleos são formações rígidas, com forma de foice e constituídas por escleroproteínas. Ficam dispostos em dupla coroa sobre uma saliência mediana, situada entre as quatro ventosas: o rostro ou rostelo.

Entre o escólex e o corpo (ou estróbilo), há uma região delgada, que é o colo. Esta é uma região de crescimento do helminto, e a medida que se alonga, apresenta segmentação , até que se isolem as proglótides mais jovens. As proglótides jovens são mais largas que longas. As proglótides mais afastadas da cadeia apresentam esboço do aparelho reprodutor, que são dois cordões compactos de células, um cordão na direção ântero-posterior e mediano que irá formar o útero, e outro aproximadamente transversal, do centro até a margem da proglótide, depois este cordão cinde-se em dois que irá formar a vagina, canal deferente, cirro etc.

As proglótides são hermafroditas e apesar disso há protandria, o desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos é mais rápido que do feminino. As massas testiculares, pequenas e numerosas, encontram-se disseminadas no seio do parênquima medular. De cada testículo, parte um canal eferente que converge com os demais para formar um canal deferente único. Este canal deferente caminha em direção ao poro genital do anel e, ao atingir a porção cortical do parênquima, transforma-se no órgão copulador, o cirro, envolvido por uma bolsa musculosa, a bolsa de cirro.
Os órgãos femininos compreendem: um ovário bilobado, formado por túbulos muito ramificados e situado próximo à margem distal da proglote; uma glândula vitelogênica ou vitelária, também um tubo uterino. A porção do oviduto recurvada em U é envolvida por glândulas unicelulares denominadas glândulas de Mehlis.

À medida que as proglótides vão se afastando do escólex, observam-se primeiro os testículos e depois os ovários, os dois vão sofrendo regressão, ao mesmo tempo em que os dois se hipertrofiam, ramificando-se e enchendo de ovos. As proglótides mudam constantemente de forma devido á alta motilidade de extensão e encurtamento, constrição e relaxamento e até arrastamento quando se desprendem do estróbilo.
Existem dois tipos de esqueleto nos seres vivos: o endoesqueleto (é o que os vertebrados possuem, ele é revestido por tecido epitelial e possuem ossos e cartilagens) e o exoesqueleto, uma estrutura esquelética que se localiza fora do corpo do ser vivo, ou seja, é um esqueleto externo. São comuns em animais invertebrados, que não possuem estrutura óssea interna.


O exoesqueleto é uma camada externa resistente, porém flexível, não é formado por ossos, diferentemente do endoesqueleto dos vertebrados. A composição do esqueleto externo muda de animal para animal. Tem como função a proteção mecânica, química e biológica, evitar perda excessiva de água, sustentação de músculos e serve de ponto de ligação para as pernas, asas e outros apêndices, porém pode limitar o crescimento do animal. Assim, é necessária a troca do exoesqueleto. Essa troca se chama de muda ou ecdise. O animal deixa o seu esqueleto externo para crescer e formar um novo exoesqueleto, como a cigarra.


Existem mais de um tipo de exoesqueleto; o de quitina e os de sais de cálcio são os dois principais. O esqueleto externo de quitina, que é um polissacarídeo formado por um polímero de cadeia longa de N-acetilglicosamina, é o tipo mais comum, é encontrado nos artrópodes (cigarras e aranhas). Também existe o exoesqueleto composto principalmente de sais de cálcio, também é encontrado quitina, pode ser observado nos crustáceos (lagostas e caranguejos), é mais rígida ainda.

Alguns moluscos apresentam carbonato de cálcio formando as conchas, o que aumenta ainda mais a sua proteção. Os corais também apresentam exoesqueleto, que cresce verticalmente e forma os grandes recifes.


O exoesqueleto possui algumas estruturas importantes como a epicutícula, a procutícula, a epiderme, a membrana basal e células dérmicas. A epicutícula é a camada mais externa, composta por proteínas e lipídios, funciona como um obstáculo para a eliminação da água por evaporação através da impermeabilização da procutícula, especialmente durante a troca do esqueleto externo. A procutícula é a camada mais interna, formada por glucosamino e quitina associado a proteínas, dá a rigidez e resistência do esqueleto externo. A epiderme é uma camada simples de células epiteliais secretoras, responsável pela produção da cutícula. Quando acontece a muda, as células da epiderme secretam as enzimas que digerem as partes da velha cutícula. A camada basal é uma camada composta de polissacarídeos. As células dérmicas são células modificadas que são responsáveis pela produção da camada de cimento da epicutícula.
Durante a troca do exoesqueleto, o artrópode sai do seu esqueleto antigo e pequeno, no entanto ele já apresenta um esqueleto externo em formação, que ainda é frágil e relativamente mole, permitindo a expansão do corpo do vertebrado antes do seu endurecimento.
Tanto quanto o endoesqueleto quanto o exoesqueleto são importantes para a sobrevivência dos animais, tanto é que esta sendo estudado e criado exoesqueleto humano artificial, que tem a mesma função, de proteger o corpo e auxiliar nos movimentos.
As estruturas sensoriais dos invertebrados tem o objetivo de responder adequadamente a variações no ambiente aumentando a probabilidade de sobrevivência. Os animais obtêm um quadro dinâmico de seu ambiente usando estruturas sensoriais.

Os receptores sensoriais são classificados de acordo com o estímulo que conseguem captar, e são eles: termorreceptor, eletrorreceptor, magnetorreceptor, quimiorreceptor, mecanorreceptor e fotorreceptor. A partir de células individuais do receptor ciliar, existem inúmeras tendências paralelas para combinar células sensoriais com outras células sensoriais, ou células em estruturas sensoriais mais complexas . Os estatocistos e fotorreceptores parecem estar entre as primeiras estruturas sensoriais complexas a evoluírem.

Resultado de imagem para Invertebrados

A primeira célula sensorial provavelmente possuía um colar receptor, ou seja, um cílio rodeado por um colar de microvilosidades. Esse mesmo modelo ainda é encontrado como em cnidócitos de cnidários. As células sensoriais ciliadas estão presentes em todas as estruturas sensoriais de todos os eumetazoa e esses receptores ciliares podem ser basicamente epidérmicos ou cuticulares.  Situados na região externa, onde estão mais suscetíveis a estímulos do meio externo, os receptores na cutícula surgiram em animais com cutícula espessa. Hexactenellida, Demospongiae, Calcarea, Mesozoa e Placozoa são táxons cujos representantes não possuem tecidos nem órgão sensoriais. Pode estar distribuída de forma individual pelo corpo todo do organismo ou concentradas. Receptores ciliares são encontrados em grandes concentrações em órgãos, apêndices ou regiões também relacionadas á alimentação, locomoção e reprodução, como em:
  • Fendas e fossetas, por exemplo, de Cheliceriformes, Priapurida, Nematoda;
  • Boca ou peças bucais;
  • Estruturas de captura de alimentos, por exemplo, tentáculos de Mollusca, Entoprocta, Echinodermata e Cnidaria, ou pedipalpos de Arthropoda,
  • Região anterior em bilaterais;
  • Órgão reprodutor masculino, por exemplo, Nematoda;
  • Manto, por exemplo, de Mollusca e Branchiopoda;
  • Papilas, cerdas, antenas, por exemplo, de Arthropoda, Onychophora e Tardigrada.
Os mecanorreceptores percebem mudanças mecânicas na conformação das proteínas trans-membranares. Eles podem ser agrupados em faixas ou até mesmo em linhas, mas raramente entre os invertebrados, eles formam órgãos. Uma exceção é um receptor de gravidade chamado estatocisto.
O estatocisto normalmente é uma capsula oca forrada por células mecanorreceptoras que tem partículas densas (estatólito) em seu centro. Ele fornece informações sobre a orientação tendo como referência a gravidade na maioria dos casos.
Ao passo que a orientação dos animais muda, a direção da força gravitacional age sobre o estatólito e faz com que ele estimule diferentes áreas do forro do estatocisto, dando ao animal, noção de sua orientação em relação ao que está em cima e abaixo.
Sua ocorrência é comum, entretanto, esporádica. O estatocisto é presente principalmente em animais predadores, livres nadantes e cavadores, mas não é encontrado na maioria dos animais parasitas, minúsculos, sésseis ou intersticiais. Ele parece ser uma boa estratégia adaptativa para o deslocamento num meio de três dimensões.
As brânquias ou guelras essencialmente podem ser encontradas em diversos tipos de organismos. Por exemplo, no caso dos peixes, ajuda nas trocas gasosas (respiração), mas também é um órgão que pode ajudar na classificação taxonômica de espécies, ou seja, na identificação de espécies de peixes.
Brânquias de um peixe-gato. Foto: Daniel Petrescu / Shutterstock.com

Como mencionado anteriormente, as brânquias servem principalmente para a respiração aquática. Podem também ser modificadas para o uso no ar, mas em geral são inadequadas para a respiração aérea.


Por exemplo, a maioria dos peixes quando retirados da água rapidamente se asfixiam, apesar de haver muito mais oxigênio no ar do que na água. A razão é que na água o peso das brânquias é bem sustentado, mas no ar elas não conseguem sustentar o próprio peso.  Isso ocorre porque um órgão respiratório efetivo requer: grande superfície e cutícula fina.

As brânquias podem ter outras funções além da troca de gases respiratórios e, as vezes, fica difícil decidir qual é a função principal, ou única, de uma brânquia. Algumas, chamadas de brânquias anais das larvas de mosquito, agem na regulação osmótica: absorvem os íons da água e é duvidoso que exerçam qualquer papel importante na respiração. As brânquias de peixes e caranguejos ajudam na regulação osmótica, mas neste casos é bastante claro que elas também possuem como função principal a respiração.
Em um teleósteo (peixes) as brânquias vão consistir de vários arcos branquiais de cada lado. Cada arco vai possuir duas fileiras de filamentos. Cada filamento possui lamelas finas e paralelas, com a aparência de pequenas placas. Nesta lamelas o sangue flui em direção oposta à da água  que flui entre as lamelas, e desta forma os peixes conseguirão fazer as trocas gasosas para o mecanismo fisiológico da respiração. O fluxo contra corrente é também encontrado nas brânquias de alguns caranguejo, mas neles a eficiência de remoção de oxigênio da água frequentemente é menor que nos peixes.
Este tipo de fluxo contra corrente tem um importante papel.  Quando o sangue esta saindo da lamela branquial, ele encontra a água cujo oxigênio ainda não foi removido. Desta forma, este sangue obtém oxigênio da água que tem ainda  o conteúdo de oxigênio da água  inspirada, permitindo que o conteúdo de oxigênio do sangue atinja o nível mais alto possível.
Como mencionado acima crustáceos (caranguejos, camarões) e moluscos ( mexilhões, vieiras, ostras) possuem também respiração brânquial. Nos bivalves filtradores de alimento as brânquias  encontram-se dispostas  de tal forma que funcionam como uma peneira, retendo partículas que ficam suspensas na água, que depois são levadas a boca e ingeridas. As brânquias portanto, exercem uma função principal na ingestão de alimento nesse caso, permanecendo ainda incerto se elas para estes animais funcionam de forma eficiente para respiração. Os bivalves de maneira geral possuem metabolismo muito baixo, sendo possível que as trocas gasosas ocorram no manto, sendo suficiente para a respiração.

Curiosidades

  • As mandíbulas se desenvolveram dos arcos branquiais;
  • A formação de um segundo grupo de arcos branquias foi a base para o desenvolvimento das mandíbulas;
  • Mesmos nervos e veias sanguíneas suprem arcos brânquiais de lampréias e mandíbulas de tubarões;
  • As mandíbulas deram aos peixes uma enorme vantagem evolutivas, e permitiram uma grande radiação no Devoniano;

Evolução

O Palatoquadrado (madíbula superior) e a Cartilagem de Meckel (madíbula inferior) formaram-se de um conjunto de arcos branquiais. O hyomandibular (suporte da mandíbula) foi formado do próximo arco branquial.
Muitos peixes teleósteos possuem uma bexiga natatória, ou bexiga de ar, que propicia a sustentação necessária para que atinjam a flutuabilidade neutra. O fato de um determinado peixe possuir uma bexiga natatória está mais relacionado ao seus hábitos de vida do que a sua posição taxonômica. Alguns peixes que vivem no fundo, ou também conhecidos como peixes demersais bentônicos são desprovidos de bexigas natatórias e parece razoável que a flutuabilidade neutra não tenha uma vantagem específica para um peixe que esta limitado ao fundo.

Resultado de imagem para bexiga natatoria

Muitas formas pelágicas e superficiais possuem bexigas natatórias, porém, outras não. Um peixe muito comum em águas brasileiras conhecida como cavalinha, por exemplo, não possui bexiga natatória desenvolvida. Para um predador veloz e vigoroso, é uma vantagem indiscutível, pois como foi visto, uma bexiga de paredes moles implica restrições severas na liberdade de movimentação ascendente e descendente nas massas de água. Nenhum tubarão por exemplo possui bexiga natatória, é uma característica de peixes ósseos.

A bexiga natatória é mais ou menos uma bolsa ovalada, de paredes moles, localizada na cavidade abdominal, logo abaixo da coluna espinhal. A sua forma varia muito, mas o volume é constante entre as espécies, maioria das vezes cerca de 5% do volume corpóreo nos peixes marinhos e 7% nas espécies de água doce. A razão para tal é que a densidade de um peixe, na ausência da bexiga natatória, é em torno de 1,07. O volume de gás necessário para propiciar uma flutuabilidade neutra em água doce é, portanto, cerca de 7% do volume do corpo e na água do mar 5%.

Uma bexiga natatória pode proporcionar flutuabilidade neutra perfeita a um peixe e ele pode desse modo evitar gasto de energia para não afundar. Há, entretanto, uma desvantagem importante: o peixe está em equilíbrio ou em flutuabilidade neutra apenas a uma profundidade específica. Se nadar abaixo dessa profundidade, a bexiga será comprimida pelo aumento da pressão na água, a flutuabilidade diminuirá e o peixe precisará nadar ativamente para evitar que afunde mais.

A origem embriológica da bexiga natatória é que ela é formada a partir de uma evaginação do trato digestivo. Aqueles peixes que mantêm uma conexão entre a bexiga e o esôfago, são conhecidos como peixes fisóstomos (do grego, physa = bexiga, stoma = boca). Esses peixes conseguem encher a bexiga respirandoo ar na superfície. Para peixes que vivem a grandes profundidades isso seria impraticável ou impossível, pois um grande volume de ar teria que ser acumulado dentro da bexiga na superfície para atingir a flutuabilidade neutra em grandes profundidades, onde a pressão é muitas vezes maior.
Os gases acumulados na bexiga natatória apresentam em sua composição Oxigênio, Gás carbônico e Nitrogênio. A concentração destes, vai variar de espécie para espécie.
O sistema respiratório dos mamíferos é constituído de cavidade nasal, seios paranasais, laringe, traqueia, brônquios, pulmões e pleura. É um sistema de extrema importância para a sobrevivência do indivíduo, uma vez que, é nele que ocorrem as trocas gasosas responsáveis pela respiração das células dos tecidos e do organismo como um todo.

Imagem relacionada

Os pulmões são os órgãos respiratórios, pares, que ocupam boa parte do espaço na cavidade torácica. São cobertos pela pleura pulmonar e se movimentam livremente porque é fixado somente por sua raiz e pelo ligamento pulmonar. O pulmão direito tem quase o dobro do tamanho do pulmão esquerdo, em decorrência da presença do lobo acessório, além do apical ser maior do que o do pulmão esquerdo. Entre os ruminantes, os pulmões do bovino são relativamente mais curtos do que os do ovino e caprino. Cada pulmão apresenta, para descrição, um ápice cranial, uma base caudal (face diafragmática), duas faces (costal e medial), e três bordas (dorsal, ventral e basal).

A base do pulmão está relacionada à face torácica convexa do diafragma. O ápice do pulmão direito é maior do que o do pulmão esquerdo. Quando in situ, os pulmões se estendem para o lado esquerdo da cavidade torácica, ventralmente á traqueia e aos grandes vasos situando-se cranialmente ao coração e pericárdio. A face costal é a maior, sendo lisa e convexa, e se relaciona com a superfície interna das costelas, com as cartilagens costais e com os músculos intercostais.
A área pulmonar não coberta pela pleura, que contêm os brônquios, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos penetrando ou deixando os pulmões é conhecida como hilo do pulmão. O pulmão direito está subdividido em lobos por fissuras interlobares. Estas fissuras estão sujeitas a alguma variação, mas na maioria dos casos existem quatro lobos claramente definidos, o lobo apical (cranial), o médio (cardíaco), o diafragmático (caudal) e o acessório (intermediário). O lobo apical é grande e se estende até a esquerda do plano mediano, o lobo médio é a parte tridimensional alongada do pulmão, o lobo diafragmático, localiza-se em posição caudal e o lobo acessório localiza-se caudalmente ao hilo.
O pulmão esquerdo está dividido, por uma fissura interlobar de comprimento variável, em dois lobos, o apical (cranial), e o diafragmático (caudal). O lobo apical possui uma parte menor e maior tridimensional, direcionada ventralmente. Estas duas partes são parcialmente subdivididas por uma pequena fissura. A face medial do lobo apical forma a impressão cardíaca. A pleura pulmonar que cobre os pulmões possui uma camada subserosa, relativamente bem desenvolvida, contínua com o tecido conjuntivo interlobular dos pulmões. Nos bovinos o tecido conjuntivo interlobular é desenvolvido e forma septos completos entre os lóbulos, motivo pelo qual toda a face do pulmão se apresenta mapeada em lóbulos.
A traqueia emite um brônquio traqueal do lado direito, aproximadamente ao nível da terceira costela que após o brônquio penetrar no pulmão, se divide em brônquios cranial e caudal. Continuando, a traqueia bifurca-se nos brônquios principais direito e esquerdo. Ramos da artéria pulmonar conduzem sangue venoso para os pulmões.
anatomia comparada tem por finalidade estudar as semelhanças e diferenças entre estruturas anatômicas de duas ou mais espécies para determinar seu grau de parentesco. Através desta análise é possível compreender as modificações sofridas por uma espécie e examinar evidências evolutivas e adaptações para a sobrevivência em determinado ambiente.
Os estudos da anatomia comparada utilizam dois tipos de órgãos: os homólogos e os análogos.
Resultado de imagem para anatomia comparada
  • Órgãos Homólogos: são aqueles que apresentam a mesma origem embrionária e semelhanças na anatomia, mas quando comparadas as funções estas são exercidas de forma diferentes. Por exemplo, os membros anteriores de um homem e a nadadeira de uma baleia. Provavelmente as diferenças entre as funções deve-se a adaptação à sobrevivência no meio ambiente de diferentes espécies que se originaram de um mesmo ancestral em comum.
  • Órgãos Análogos: são aqueles que apresentam origem embrionária e anatomias diferentes, porém exercem a mesma função no meio ambiente. Por exemplo, as asas de uma ave e de um inseto, que apresentam por função o voo. Enquanto as asas das aves apresentam uma estrutura interna formada por ossos, músculos e nervos e as asas dos insetos são formadas por quitina, são maleáveis e crescem como expansões do revestimento do corpo. Como as estruturas anatômicas são bem diferentes, elas não refletem um mesmo ancestral em comum, ou seja, apesar da mesma função originaram de necessidades individuais.
Além da análise e comparação dos órgãos homólogos e análogos, ainda são utilizados como comparação os órgãos vestigiais. Considera-se um órgão vestigial a presença de órgãos atrofiados, que  anteriormente desempenhavam alguma função no organismo, no entanto, atualmente não estão exercendo função no corpo. Por exemplo, é o caso do apêndice vermiforme encontrado no homem, que é mais desenvolvido nos animais herbívoros, pois neles o apêndice contém microrganismos responsáveis pela digestão de celulose. O vestígio deste órgão no homem, provavelmente, remete a uma época em que o homem alimentava-se em maior quantidade de verduras e necessitava do apêndice para realizar a sua digestão.

Alguns cientistas que estudam a anatomia comparada indicam os prováveis detrimentos de órgãos e membros no futuro para o homem, levando em consideração a não utilização destas estruturas, algumas possibilidades são: a perda dos dentes sisos, o dedo mínimo das mãos e a perda da pelagem corporal. E atualmente já podem ser visualizadas o processo de atrofia em outras estruturas como:
  • Membrana Nictitante nos olhos: vestígio de uma membrana encontrada nos olhos das aves utilizada para evitar o ressecamento durante o voo;
  • Décima terceira costela: presente nos chimpanzés e gorilas, alguns homens ainda apresentam essas costelas, porém a maioria da população já apresenta sua forma como costela flutuante, a provável perda da união desta costela no osso esterno deve-se para aumentar a expansão dos pulmões e melhorar a eficiência respiratória;
  • Músculos extrínsecos do pavilhão auricular: utilizada anteriormente para movimentar a orelha em busca de amplificar os sons e reconhecer o tipo de som e a direção de onde eles vinham;
  • Músculo subclávio (situado abaixo do ombro): músculo que vai desde a primeira costela até a clavícula de grande importância para caminhar de quatro, não demonstrando mais importância para o homem, porém algumas pessoas ainda apresentam um dos ombros com o músculo, outras com ambos os ombros com o músculo, mas a maioria não apresenta mais tal estrutura;
  • Músculo palmar (nas mãos): músculo longo e estreito que percorre o cotovelo até o pulso, ainda bem presente na população, antigamente utilizado para escalar e se pendurar;
  • Músculo plantar (nos pés): este músculo foi útil para outros primatas que o usavam para agarrar objetos com os pés, ainda presente em um número grande na população, porém algumas pessoas não mais apresentam;
  • Orifício na parte superior da orelha: acredita-se ser um vestígio do tempo em que o ancestral do homem respirava por brânquias, o orifício remete a uma abertura para a proteção das brânquias. Atualmente não é mais encontrada esta estrutura na população, porém um número baixo pode apresentar em uma das orelhas e outros nas duas orelhas.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

segunda-feira, 23 de outubro de 2017



Dizem que o ovo é o alimento mais completo que existe.

Nada mais condizente com a verdade.

Prova disso é que, em apenas 1 ovo, encontra-se uma grande quantidade de proteínas, aminoácidos, vitaminas A, E, B12, e D, além de selênio, ácido fólico e colina, este último, essencial para regular as atividades do cérebro, do coração e do sistema nervoso, prevenindo o corpo humano contra doenças degenerativas como o Parkinson e o Alzheimer.

Ao contrário do que se propagou durante muito tempo, o consumo moderado de ovos não interfere no aumento do colesterol ruim.

Foi o que atestou uma pesquisa realizada pela universidade americana de Harvard, dos Estados Unidos, que analisou a saúde de 120 mil pessoas e a relação com a quantidade de ovos ingerida por elas ao longo de 10 anos.

Opostamente ao que se imaginou, o ovo pode ser, na verdade, um grande aliado da dieta e do emagrecimento, ajudando você a eliminar até 10 quilos em um período recorde de 14 dias.

Basta você adotar uma rotina firme de exercícios e ingestão de água e seguir rigorosamente o cardápio da incrível dieta do ovo cozido.
Perca até 10 Kg em apenas 14 dias com a dieta do ovo cozido



Isso porque o ovo é uma fonte proteica que alimenta e mantém você saciada por muito mais tempo sem que, para isso, você precise ingerir grandes quantidades de calorias (cada ovo cozido contém em média 70 calorias e leva muito mais tempo para ser digerido, se comparado a outros alimentos).

Por ser proteico, o ovo cozido também é essencial para a construção de músculos e massa magra, sendo excelente para potencializar os resultados dos exercícios físicos necessários para que a perda de peso gere resultados.

Se você quer aproveitar todos os benefícios nutricionais do ovo e perder até 14 quilos em apenas duas semanas, veja a seguir uma super sugestão de cardápio da dieta do ovo cozido e comece hoje mesmo a colher os frutos desta escolha.

Cardápio da Dieta do Ovo Cozido


Segunda-feira (Dias 1 e 8)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

1 laranja Pêra

Almoço:

2 batatas doces médias com casca,

2 porções de cenoura em cubos cozida e

1 Pêra

Jantar:

Salada de folhas à vontade e

1 porção pequena de frango grelhado
Terça-Feira (Dias 2 e 9)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

2 fatias de abacaxi

Almoço:

Salada de folhas à vontade e

1 porção de frango grelhado pequena

Jantar:

Sopa de Legumes e

2 ovos cozidos
Quarta-feira (Dias 3 e 10)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

1 laranja Pera

Almoço:

2 fatias de queijo branco fresco,

1 batata doce média com casca e

1 tomate

Jantar:

Legumes cozidos e

1 porção pequena de peixe grelhado

Quinta-feira (Dias 4 e 11)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

2 fatias de abacaxi

Almoço:

1 porção média de frango grelhado e

salada de legumes cozidos

Jantar:

Salada de folhas cruas à vontade e

2 ovos cozidos

Sexta-feira (Dias 5 e 12)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

1 copo de suco verde de couve, maçã e gengibre

Almoço:

2 fatias de queijo branco quente e

1 porção pequena de peixe grelhado

Jantar:

Brócolis no vapor à vontade e

1 porção pequena de frango grelhado

Sábado (Dias 6 e 13)

Café da Manhã:

2 ovos cozidos e

1 copo de suco de limão puro ou com adoçante

Almoço:

Salada de 1 tomate,

1 porção de brócolis cozido no vapor e

1 porção pequena de frango grelhado

Jantar:

Sopa de legumes com ovo poché

Domingo (Dias 7 e 14)

Café da Manhã:

Salada de frutas cítricas e mamão

Almoço:

2 ovos cozido,

1 porção pequena de frango grelhado e

1 maçã

Jantar:

1 porção pequena de peixe grelhado e legumes cozidos.

Gostou?

Então teste a dieta do ovo cozido e conte para nós a sua experiência!
A erva-mate é uma das plantas mais indicadas como aliadas para quem quer mudar os hábitos alimentares e perder peso de forma saudável e rápida.


A folha que dá origem ao chá tem poderes diuréticos, que ajudam a eliminar com mais eficiência as toxinas que poluem o corpo humano.

Essas toxinas podem dificultar a perda de peso e até mesmo engordar, quando acumuladas em excesso.

A planta da erva mate também ajuda a diminuir o apetite e acelera o metabolismo, tudo o que quer perder peso precisa para ter sucesso nessa missão.

Muitas pesquisas foram feitas após a descoberta do poder da erva mate.

A cafeína está presente em alta quantidade na composição da planta e também tem grande ação no processo de emagrecimento.

“É uma substância estimulante e com ação lipolítica – ou seja, facilita a queima da gordura em excesso no organismo”, completou Vanessa.

Se você quer inserir a erva-mate em sua alimentação para perder peso e ainda não sabe como, esse artigo é para você!

Confira três maneiras diferentes de consumir erva-mate para perder peso.

Como consumir a erva-mate para perder peso

1 – Tradicional



No sul do país e em alguns países da América do Sul o mate é servido de forma muito tradicional e é considerado um ritual.

Para fazer você irá precisar de mate, uma bomba e uma cuia.

A preparação é bem simples, basta colocar o mate na cuia e jogar a água quente por cima.

Depois tome com a bomba, que serve de canudo.
2 – Infusão

Essa maneira é mais adotada no resto do país e muito simples de fazer, nada mais é do que o chá de mate tradicional.

Coloque uma colher de chá de mate em uma xícara com água quente, depois coe e beba ainda quente.
3 – Batido ou com shakes




Para quem ainda tem um pouco de problema com o gosto do mate essa é a opção perfeita.

Faça o chá normal de mate e deixe esfriar.

Depois bata com alguma fruta de sua preferência, como morango, coloque gelo e sirva.

AnunciAD Publicidade